1887
A Granvinhos, antiga Gran Cruz Porto, tem as suas origens na Sociedade Manuel R. d’Assumpção & Filhos, fundada em 1887.
1933
Em 1933, Clemente da Silva funda a C. da Silva e regista a marca Dalva, que viria a integrar a Gran Cruz Porto em 2007.
1956
É fundada a Porto Cruz, que é hoje parte fundamental do portefólio da Granvinhos. A Porto Cruz é uma marca de vinhos do Porto sofisticada e irreverente que viria a tornar-se líder mundial da categoria em 2001. A marca ficou ainda na história pela criação da maior campanha publicitária portuguesa e do Vinho do Porto em França (Porto Cruz – Pays où le noir est couleur), em 1985, que se reinventa desde então, e pelo lançamento do famoso Cruz Pink, em 2009.
1975
Dada a instabilidade económica e as dificuldades sentidas no setor do vinho do Porto, a Sociedade Manuel R. d’Assumpção & Filhos é adquirida em 1975 pelo grupo francês de bebidas La Martiniquaise, a par com os ativos da Porto Cabral. Fundada em 1934 por Jean Cayard, a La Martiniquaise constitui, assim, a empresa Gran Cruz Porto, passando a garantir aprovisionamento para aquele que é, desde 1963, o principal mercado de vinho do Porto.
1993
A Gran Cruz estreia-se nos vinhos da Madeira, adquirindo a Justino’s Madeira Wine. Este investimento viria a ser consolidado em 2010, com a aquisição da Henriques & Henriques. Assim, a Gran Cruz Porto passa a assegurar 60% da comercialização de Vinho da Madeira, posição que mantém até hoje.
1995
Neste ano, a exportação de vinhos do Porto a granel é proibida pelo Estado português, passando a ser obrigatório o engarrafamento em Vila Nova de Gaia. A La Martiniquaise já se havia adiantado em quase 20 anos a esta medida, uma vez que todo o vinho Porto Cruz era já produzido, estagiado e engarrafado em Vila Nova de Gaia desde 1977.
2010
A Gran Cruz Porto diversifica o seu negócio através da criação da Gran Cruz Turismo. Dois anos depois, é inaugurado o Espaço Porto Cruz, em Vila Nova de Gaia, um lugar de celebração do Vinho do Porto que alia contemporaneidade e tradição. Em 2018, são abertas as portas da Gran Cruz House e do Restaurante Casario, na Ribeira do Porto, e em 2025 as dos Gran Cruz Apartments, em Gaia, unindo as duas margens num mesmo propósito: hospitalidade de excelência.
2014
Com a aquisição da Quinta de Ventozelo, uma das maiores e mais antigas propriedades do Douro, fundada pelos monges cistercienses em 1500, a Gran Cruz Porto passa a estar na linha da frente do que melhor se produz na região. Nesse mesmo ano, inaugura-se a Adega e o Centro Logístico em Alijó, uma unidade de vinificação e armazenamento de referência em Portugal a nível tecnológico, paisagístico e económico, vinificando mais de 6.000 toneladas de uvas provenientes de aproximadamente 1000 viticultores da região.
2020
Prosseguem os investimentos na área do Turismo, com a Quinta do Ventozelo a integrar também um projeto de acolhimento: Ventozelo Hotel & Quinta. Com 29 quartos, restaurante, provas de vinho, centro interpretativo e um conjunto de experiências fortemente ligadas à ruralidade, ao vinho e à vinha, à gastronomia, paisagem, sabores e história do Douro.
2022
O grupo passa a deter o controlo acionista da empresa Vicente Faria Vinhos, a segunda maior empresa exportadora de vinhos do Douro, reforçando a posição do grupo nesta região, para além do alargamento a outras, passando a comercializar igualmente Vinho Verde e Vinho de Lisboa com esta operação.
2023
Em 2023, na sequência do processo de fusão por incorporação das empresas C. da Silva e Companhia União dos Vinhos do Porto e Madeira na Gran Cruz Porto e subsequente redenominação desta última sociedade, o grupo passa a denominar-se Granvinhos. Desde então, prosseguiu-se o investimento na inovação, na eficiência produtiva e na sustentabilidade social. Foi ainda adquirida a Quinta de S. Salvador da Torre, uma quinta secular cujo projeto visa o desenvolvimento do potencial da casta Loureiro, de forma a tornar a quinta e as suas marcas referências na região dos Vinhos Verdes.
2025
Foi concluída a construção da Adega do Cedro, no Rodo, no Peso da Régua, oficialmente inaugurada a 26 de junho de 2026. Concebida como uma adega do futuro, destaca-se pela aposta na digitalização, na automatização e na sustentabilidade ambiental. Esta unidade vem reforçar o trabalho da Granvinhos junto dos viticultores do Baixo Corgo, assegurando atualmente a vinificação de cerca de 8.000 toneladas de uvas da região.